sábado, 26 de dezembro de 2009

AVATAR...


 Hoje assisti a mega produção de J.Cameron, AVATAR. Muito receoso do que estava por vir, mas de coração aberto para receber a informação e obra do famoso diretor de Titanic. Não posso negar que, logo de início, achei que poderia ser melhor do que eu imaginava, percebendo que estava mau sugestionado pelo trailer que assisti. Embora tivesse lido nas críticas soltas por aí, que Cameron prometia levar a tecnologia 3D a um nível até então desconhecido - usando um sistema de câmeras mais ágil, que o próprio cineasta ajudou a inventar - não acreditei mesmo que se tratava de um filme fantástico.
 O que eu sabia é que Cameron, havia escrito AVATAR, originalmente, para desafiar a empresa de efeitos especiais Digital Domain, onde ele atuou como presidente, e que a tecnologia para acompanhar sua visão de um planeta distante, povoado por seres estranhos, onde humanos encarnam avatares apenas para desbravar o território, tivera levado 14 anos para sair do papel. Enfim, é de se esperar que, de repente, o filme poderia ser ruim...(rsrs) ou não?
 De fato não! AVATAR é brilhante, envolvente do início ao fim, uma ficção rica em detalhes, contada através de um roteiro coerente e redondo. Sua linda história, tem como tema principal a ganância do homem pelo dinheiro e poder, mostrando ser inócua a discussão sobre o meio ambiente (como recentemente assistimos de Copenhagen o decepcionante discurso do Sr. Obama) até em Pandora, planeta criado por Cameron para o longa.
 A Fox gastou US$ 237 milhões, apenas, na produção de “Avatar”, que eleva o nível da tecnologia que capta movimentos humanos e os utiliza em “animação” criada por computação gráfica.
No planeta Pandora, vive o povo Navi, que habita um ambiente de florestas luminosas, flores fluorescentes, dinossauros e dragões voadores. Ao ver aquilo, confesso que pensei, de forma primitiva, que o diretor tinha, no mínimo, tomado algum chazimmm... fumado humzimmm... Pois o que vi na sala do CineLeblon é simplesmente sensacional. Numa entrevista, Cameron disse: “Queria fazer algo que também tivesse uma consciência, que talvez durante a diversão fizesse as pessoas pensarem um pouco sobre a forma como interagem com a natureza e com os outros seres humanos”, conseguiu! Creio eu...
 O que me fascina é poder ter acesso a inteligência desses grandes diretores, que nos fazem, além de, viajar por outros mundos, perceber novas e outras possibilidades. Desbravar seus pensamentos, sentimentos e visões, percorrendo suas mentes brilhantes para admirar suas simples traduções da vida em som e imagem!!! De fato, muito bom... Muito Cameron.

À todos nós um excelente 2010.

Beijos e até breve!
MN

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